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Vestuário
 
Qual o verdadeiro vestu?rio do Criador?

PREFÁCIO

Quando olhamos para os "tempos", e vemos que CRISTO está às portas e nos perguntamos: O que fazer? Deparamo-nos então, com a necessidade de prepararmos o povo para o encontro com o noivo. Encontro este, que não pode ser de qualquer maneira, mas com os trajes nupciais que o Eterno preparou para os seus servos, que representam a noiva espiritual.

Em Isaías 58: 12 "... e chamar-te-ão reparador das roturas, e restaurador de veredas para morar" e Jeremias 06: 16 "Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele, e achareis descanso para as vossas almas. Mas eles dizem: Não andaremos"; para que o povo reflita sobre o que o Eterno quer de cada um de nós. Mas, creio que ninguém parou para pensar que ser "restaurador de veredas, e andar pelas" veredas antigas ", envolve muito mais do que imaginamos. E foi meditando nesses versos bíblicos, que decidi dar a minha colaboração a pastores, evangelistas, obreiros e membros das Comunidades, com este trabalho,"Qual é o verdadeiro vestuário do CRIADOR?"

Espero que a leitura sobre este tema possa ser útil. Que o ALTÍSSIMO te Abençoe.

TÚNICAS, CAPAS, MANTOS, CALÇÃO, SANDÁLIAS E TURBANTE.

Então, estes homens foram atados com os seus mantos, suas túnicas, turbantes e suas
Sandálias, e foram lançados na fornalha sobremaneira acesa. Daniel 3:21.

Lucas 03: 11 - "E, respondendo ele, disse-Ihes: Quem tiver duas túnicas, reparta com o que não tem, e quem tiver alimentos, faça da mesma maneira.”
Lucas 06:29 - "Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra; e, ao que te houver tirado a capa, dê também a túnica."

Atos 12:08 - "Disse-lhe o anjo: Cinge-te e calça as tuas sandálias. E ele assim o fez. Disse-lhe mais: Põe a tua capa e segue-me."
II Timóteo 04: 13 - "Quando vieres, traze a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, bem como os livros, especialmente os pergaminhos."
I Timóteo 02:09 - "Da mesma sorte, que as mulheres, em traje decente, se ataviem com modéstia e bom senso, não com cabeleira frisada e com ouro, ou pérolas, ou vestuário dispendioso, porém com boas obras (como é próprio às mulheres que professam ser piedosas)."
I Pedro 03:03 a 06 - "Não seja o adorno da tua esposa o que é exterior, como frisado de cabelos, adereços de ouro, aparato de vestuário; seja, porém, o homem interior do coração, unido ao incorruptível trajo de um espírito manso e tranqüilo, que é de grande valor diante do Eterno. Pois foi assim também que a si mesmas se ataviaram, outrora, as santas mulheres que esperavam no Eterno, estando submissas ao seu próprio marido, como fazia Sara, que obedeceu a Abraão, chamando-lhe senhor, da qual vós vos tornastes filhas, praticando o bem e não temendo perturbação alguma."
Salmos 22: 18 - "Repartem entre si as minhas vestes e sobre a minha túnica deitam sortes."
Mateus 27:35 - "Depois de o pregarem no madeiro, repartiram entre si as suas vestes, tirando a sorte. "

O Messias (CRISTO), usou túnica, capa, manto, calção e sandálias, e os seus discípulos também. Paulo era imitador de CRISTO, não somente na aparência, como na vestimenta e nas suas obras. I Coríntios 11:01 -"Sede meus imitadores, como também eu sou de CRISTO." Vemos que as primeiras vestes do homem e da mulher, foi o Eterno que confeccionou, e segundo o seu propósito, vestiu-os com túnicas " ... e fez o Eterno para Adão e a sua mulher túnicas de pele e os vestiu" Gênesis 03:21. Analisemos Êxodo 19:03 a 06 "E subiu Moisés a presença do Eterno, o ALTÍSSIMO, o chamou do monte dizendo: Assim falarás à casa de Jacó. E anunciarás aos filhos de Israel: Vós tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre as asas de águia, e vos trouxe a mim. Agora, pois, se diligentemente, ouvirdes a minha voz, e guardardes o meu concerto, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre os povos, porque toda a terra é minha; e vós sereis um reino sacerdotal e um povo santo. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel.”

Pergunta: Como podemos ser um reino sacerdotal e um povo santo? Um sacerdote traja-se de qualquer maneira? Traje e consciência andam juntos?
Pelo livro de Gênesis 03 :21 podemos tirar uma conclusão que o "traje" do Eterno CRIADOR não muda! O Eterno Criador é imutável, logo o seu "vestuário" também é; Tiago 01 : 17. Diz: "Toda  boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação". Veja Malaquias 03:06 e Números 23:19.

Voltemos aos dias edênicos, ao vestuário criado pelo Eterno para os seus filhos Adão e Eva, e conseqüentemente até os dias do dilúvio, eram as túnicas! Gênesis, 03:21.

Tenhamos certeza de uma coisa, ao Eterno coube providenciar a Salvação da raça humana através de Noé e seus filhos, conseqüentemente as túnicas do passado, dele e de seus familiares vieram para o mundo em que nós vivemos, já que este, é o mundo pós Noé, pós dilúvio! Gênesis 07:17 a 24 e 08:01 a 22.

Com relação ao sacerdócio, o Eterno não fala em Êxodo 19:03 a 06 em uma raça dentre um povo, mas demonstra que o seu desejo é que cada homem, mulher, e cada criança fizesse parte deste reino sacerdotal, e que cada um “fosse para ele como um sacerdote individualmente.”

Antes que existisse o sacerdócio levítico sobre a face da terra, ou mesmo um judeu sobre, ela, já haviam seres humanos se santificando e exercendo o sacerdócio diante do Eterno. O caso de Melquisedeque que era "sacerdote" do ALTÍSSIMO, Gênesis 14:18.Como será que Melquisedeque agia e se vestia?

Sabemos que Abraão, o hebreu (Gênesis 14:13) gerou a Isaque (Gênesis 21: 01 a 03), e que Isaque gerou a Jacó que deu origem a Israel através de seus 12 filhos varões (Gênesis 29:32 a 35 e 30:01 a 26). E para representar o sacerdócio do seu povo escolhido, Israel (Isaías 49:07), o Eterno separou da tribo de Levi a Arão e seus filhos como sacerdotes (Êxodo 28:01 a 03). Que roupa usaram?

Túnicas (Êxodo 28:04); cinto (28:31); manto; e por baixo destas túnicas usavam "...calções de linho, para cobrirem a carne nua; serão dos lombos até as coxas".

Se atentarmos bem para a leitura bíblica, teremos oportunidade de constatar que os nossos primeiros pais, Adão e Eva, usaram túnicas, os patriarcas, os profetas, os sacerdotes e as pessoas comuns do povo, dela fizeram uso. E porque assim fizeram? Ora porque era e é a veste instituída pelo Eterno para o seu povo santo (Gêneses 19:3 a 6)

A usaram (Atos 12:08) e ainda tinham quem as fizesse, para eles: "e quando chegou o levaram ao quarto alto, e todas as viúvas o rodearam, chorando e mostrando as túnicas e vestidos que Dorcas fizera quando estava com elas"; leia Atos 09:39 a 42.
Observe que até os anjos dos céus usam  "TÚNICA" :”E, entrando no sepulcro, viram um mancebo, assentado à direita, vestido de uma roupa comprida, branca” (Marcos 16:05), "E viu dois anjos vestidos de branco, assentados onde jazera o corpo de CRISTO, um a cabeceira e outro aos pés" (João 20: 12). No livro de Apocalipse, vemos que o Eterno nos fez para sermos "reis e sacerdotes para o Eterno; Apocalipse 01:06; CRISTO “apareceu a João na ilha de Patmos, vestido com uma túnica longa e cingido à altura do peito com um cinto de ouro” (Bíblia de Jerusalém pág. 2302) Apocalipse 01:12.

 Na linguagem bíblica a palavra "vestes" muitas vezes é sinônimo de túnicas, e os tradutores ora empregam uma, ora empregam outra, mas fato é que os vencedores usarão "túnicas brancas resplandecentes" Apocalipse 03:04; 07:10, 13 e 14 (é a cabeça da congregação, a saber, CRISTO, do qual temos que ser imitadores em vida não depois da morte). Leiamos I Corintios 11:01 a 03; e se CRISTO o nosso mestre e Senhor, bem como a cabeça da Congregação, e se ele como cabeça, se submete-se ao Pai que é a sua cabeça, e ele cumpre os seus mandamentos (João 15:10), e tanto que nos dias em que esteve com os discípulos faziam o uso do costume instituído pelo Eterno túnicas/mantos/sandálias - e foi visto depois nos céus por João, da mesma maneira Apocalipse 01:06, e nós?

I Coríntios 15:28 diz: "E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o Próprio Filho se sujeitará aquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que o Eterno seja tudo em todos". E como CRISTO se sujeitará ao Pai?
Poderá ele entregar ao Pai uma congregação que usa trajes segundo os padrões deste mundo? Trajes estes que não sejam a "TÚNICA? Mas as concepções cinematográficas e aos grandes centros da moda mundana, como Tokyo, Paris e New York?” A resposta com certeza é não!

Não sejamos achados nús, mas cinja-mo-nos com as vestes do Eterno (João 21 :07), as vestes de santidade (Isaías 61:06 a 10). ,Em Atos 01:01 a 11 lemos; E quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos. E com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois varões vestidos de branco, os quais lhe disseram: Varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir".

De que jeito ele voltará para os seus? De temo e gravata? Ou da maneira que foi assunto aos céus? De túnica! E quando ele voltar, encontrará o seu povo vestido como? O apóstolo Paulo já dizia à Congregação: "E não vos conformeis com este mundo." Romanos 12:02. O que vemos neste mundo, roupas transparentes, homens andando de moletom, mostrando suas partes íntimas, calças justas, mulheres com decotes, saias rachadas na parte de trás e suas peças íntimas transparecendo através dos trajes exteriores; e esses homens e mulheres

vestidos à moda de Jezabel ainda se dizem servos do Eterno”.
 Apocalipse 02:18 a 20 e 65:05. E assim são as igrejas de hoje em dia, em vez de seguirem o traje do Eterno, que o modelo original, as veredas antigas, dizem ao Criador. "Não andaremos" (Jeremias 06: 16).
Chegará o dia em que o Eterno há de trazer juízo sobre toda a terra. E nos dias de Judá e Jerusalém, não foi diferente. No tempo do Profeta Sofonias (01:07 e 08); "Cala-te diante do ALTÍSSIMO,... hei de castigar os príncipes,e os filhos do rei, e todos os que vestem de vestidura estranha”.
Estes versos são muitíssimos importantes, pois demonstram que a aparência dos seus servos obedientes, conta muito no conceito do Eterno, e aqueles que usam o "TRAJE” do mundo (vestiduras estranhas), com certeza não poderão entrar no reino, já que não estão trajados de maneira adequada para entrar nas bodas (Mateus 22:11 a 14,25:09 a 13).

Portanto, para aqueles que dizem que o Eterno não faz questão de roupas, mas que só quer o "coração", vemos como estão completamente  enganados; mas o Todo-Poderoso, nos quer de corpo e alma para fazermos sua vontade (I Tessalonicenses 05:23; Eclesiástico 12:13).
Aqueles que se dizem ser o Israel do Eterno atentem para Amós 04:12; "...prepara-te, ó Israel para encontrares com o teu CRIADOR. Apocalipse 19:07 a 09; "Regozijemo-nos, e já a sua noiva (a congregação) se aprontou. E foi lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; por que o linho fino são os atos de justiça dos santos. E disse-me: Escreve; Bem aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras do Eterno.

Prezado amigo e amiga, talvez você ache que ainda não é tempo de restauração Quem sabe ache que CRISTO ainda demore um pouco. Mas se tu observares os acontecimentos do dia-a-dia, verás que ele estás às portas.
Talvez me digas: "Caro irmão, há um tempo para tudo"! E eu lhe digo, o tempo é agora. Outra hora temendo a perseguição, tu queres fazer uso da túnica somente na congregação, e muito acanhado ficas a pensar o que o marido, a esposa e os amigos e familiares irão pensar de ti? Efésios 06:06.

Caro irmão e irmã, neste aspecto, nem o Eterno e nem o seu filho CRISTO, está preocupados com o mundo e o que ele vai achar de você. Não deveríamos nos preocupar com o que vamos declarar a este mundo, isto sim, pois se com as nossas atitudes e aparência o negarmos, estando inaptos para as suas bodas, ele nos negará diante do Pai e dos Anjos (Lucas 12:08 a 09).
Portanto seja o nosso viver, o nosso falar, o nosso trajar, a nossa fé, dignos de CRISTO, pois as Escrituras dão conta de que ele vem buscar a sua esposa (a Congregação) que está pronta (Apocalipse 19:07 a 09) e não uma esposa por se aprontar. Portanto, seja a tua palavra "sim, sim , não, não. O que disto passa é de procedência maligna" (Mateus 05:37). No tocante ao "TRAJE" do CRIADOR, creio que podemos bem aplicar; "ninguém pode servir a dois senhores" (Lucas 16:13). A túnica é criação do Eterno e a outro traje (vestiduras estranhas), de quem é? Uma coisa é certa meus irmãos, "importa mais servirmos ao Eterno do que aos homens" (Atos 05:29). Tenhamos certeza, CRISTO, virá da maneira que foi visto na terra pelos discípulos, por João, em visão, na Ilha de Patmos, de túnica. Mui brevemente deverá encontrar-se com a congregação, e deverá encontrá-la com a "moda" de seu Pai, o Todo-Poderoso Eterno.
Certamente não virá de paletó, calça, camisa e gravata. Que o CRIADOR nos dê forças para cumprirmos e pregarmos este mister, e sem mais delongas, olharmos para o alvo a quem temos que imitar, CRISTO (Atos 01:11, Mateus 08:22, 12:50, 24:40, Apocalipse 01:13, Filipenses 03:13 e 14).

HISTÓRICO DO TRAJE

"Para melhor desenvolvimento histórico sobre o traje, os historiadores dividiram em períodos destacando as épocas em que se notou uma evolução acentuada":

I. Pré-história;
II. Alta Antigüidade - até o III século da Era comum;
III. Período bárbaro;
IV. Idade Média;
V. Renascença ou Período artístico XIV a XVI
VI. Tempos Modernos (1792 - 1914 / Século XVII a 1792)
VII. Contemporâneo - 1914 aos nossos dias

1) PRÉ HISTÓRIA

Podemos afirmar que durante alguns milênios a indumentária do homem não mudou (do plano traçado pelo Eterno). A vestimenta era do mesmo tipo para ambos os sexos.

EGITO
Usavam mais a túnica, peça comum a ambos os sexos, que tinha forma oblonga, presa nos ombros pelas pontas, amoldando-se nos quadris por meio de um cinto; eram enfeitadas com franjas de cores vivas.

BABILÔNIA E ASSÍRIA
Os trajes destes povos eram tão acentuados como os dos egípcios, mas não tão perfeitos e compunham-se de duas peças; o "candys", túnica de corte direto com bordos guarnecidos e um xale de diferentes dimensões.
Homens e mulheres usavam as mesmas peças, com a diferença de que o xale das mulheres era mais comprido.

HEBREUS
Pelo Velho Testamento é fácil reconstruir os trajes deste povo. No reinado de Davi, sob a influência de assírios e fenícios, o traje tornou-se mais rico, mas o corte era sempre primitivo. O vestuário dos homens consistia em uma túnica comprida com mangas de comprimento variado e mais uma peça retangular, o manto, que enrolavam no corpo.
A peça que ficava sobre o corpo era de linho e a externa de lã. No tempo de Salomão, o grande Rei de Israel, o gosto pela ostentação do traje era muito acentuado. Entre os hebreus, usava-se a túnica comprida com mangas, adornada com múltiplas orlas. Usavam o manto sobre a túnica; era composto de um quadrado de tecido matizado que variava muito de forma. Era permitido à mulher dar certa graça a sua indumentária; elas usavam mais o véu característico das mulheres de Israel.

PÉRSIA
Os trajes persas são a continuação da indumentária assíria e babilônica, mas com motivos característicos particulares.

GRÉCIA
Parte da civilização micênica foi contemporânea da civilização egípcia 1500 a I A.E.C.; podemos até afirmar que a licenciosidade começou com os antigos gregos.
Os diversos trajes originaram a partir de três peças:
O "chiton" de linho, muito usado pelo jónios; o "peplo" de lã, destinado somente às mulheres, e uma capa de lã, a "clâmide". Deles surgiram um considerável número de estilos. Na Grécia, a mulher usou a "cotilha", espécie de paletó costurado, que aderia ao corpo. Era de materiais desconhecidos e cores alegres. A saia campanulada, justa nos quadris (note a diferença com as túnicas do povo de Israel, corte reto e primitivo), com vários babados, chegava ao tornozelo.
O casaco curto, parecido com o bolero, era aberto na frente, deixando os seios descobertos!

ROMANOS
Os romanos copiaram e imitaram os gregos na maneira de vestir, embora seus trajes apresentassem mais garbo e riqueza. Eles o espalharam por toda a Europa, particularmente entre os povos que viviam sob sua jurisdição.
De tudo o que a Antigüidade transmitiu para a era comum, podemos afirmar, que só o traje conseguia estabelecer raízes profundas, pois tanto modelos e peças, como corte desprovido de arte e elegância, perduraram durante os primeiros mil anos da nossa era. Entre os romanos, a peça principal continuou a ser mais a túnica. As donzelas romanas usavam a túnica branca como traje nupcial, guarnecia de bordados  vivos, cingidas ao corpo por um cinto, que só o marido podia tirar após a cerimônia nupcial. Na península ibérica usou-se a túnica de pele de cabra ou carneiro e socos de madeira.

Em Roma as mulheres prendiam a túnica bem baixo; os homens mais para cima e os soldados muito apertadas. As pessoas que usavam a túnica completamente soltas eram consideradas de má educação, indivíduos de baixa condição. As túnicas dos homens eram quase iguais as das mulheres, com a única diferença de que, as destas, eram compridas caindo até os pés e presas debaixo do seio; as mangas eram idênticas para ambos os sexos até o século III.
Hélio Gábalo, que reinou entre 218 e 222 de nossa era, foi o primeiro imperador romano que usou vestes de seda.
O escândalo e o luxo desenfreado, usado pelos romanos, foi muito combatido pelos apóstolos. O traje era a principal preocupação dos discípulos (nazarenos);elas principiaram por abolir as vestes justas e escandalosas das romanas, e usarem roupas condizentes com os ensinamentos dos apóstolos. No fim do século III, as mangas das túnicas das mulheres eram largas; quando a mulher saía, cobria-se com a "palla". Esta peça cobria lhe a cabeça descendo no comprimento do corpo. O costume de cobrir a cabeça era tão enraizado, que ninguém, de forma alguma saía à rua com a cabeça descoberta. As discípulas não se separavam da "palIa" um só momento.

2) PERÍODO BÁRBARO

As mulheres ainda usavam túnicas, e também os homens, que usavam um calção comprido até as coxas, além da túnica. Em Bizâncio, homens e mulheres usaram a túnica reta e comprida. A partir do século VIII, quando da invasão da Espanha pelo árabes ou mouros, como eram conhecidos, predominou durante oito séculos a influência dos invasores e isto se fez sentir em tudo, principalmente nos trajes.
Eram simples, constituindo-se em túnica comprida e reta que chegava aos tornozelos. Com as cruzadas pela igreja católica, começou a modificação das vestimentas ocidentais nos séculos XI e XII.

Assim, a sobre-túnica simplificou-se. Homens e mulheres a usaram pelo joelho, mas em compensação, as mangas chegaram até o chão.
No século XIII, tiveram início as primeiras espécies de golas (origem remota dos colarinhos). Aparecendo os primeiros punhos anexos à "chupa" (peitilho que cobria o tronco). As mulheres começavam a rivalizar com os homens, usando estofos caríssimos, espartilhos de barbatanas compridas, véus, toucados custosos, decotes, jóias de preços elevados, etc...
Nesse tempo, teve começo o emprego do bordado nos brasões das armas dos senhores e nas vestimentas.

As antigas crônicas atribuídas ao século XIII, contam que Paris já primava pelo bom gosto do traje, criando vestidos elegantes e artísticos. Na centúria seguinte, Veneza começou a importar da França um manequim ou boneca de cera, vestindo a última moda, que servia de modelo às damas venezianas.
Sem dúvida, podemos afirmar que o procedimento foi o precussor  das revistas de modas que apareceram mais tarde, e que tanto furor causam em nossos dias.
Em meados do século XIV, o traje sofreu uma mudança acentuada. As cidades começaram a se converterem em centros de vida social e cultural, e com isto a aristocracia perdia terreno, e as classes plebéias, começaram a superar os antigos senhores, em matéria de vestir, apresentando trajes luxuosos e elegantes.

Podemos afirmar que, nesta época, nasceu a palavra “moda”, pois até então, as variações de traje se limitavam a pequenos grupos privilegiados, cujo centro era o castelo feudal. No século XV, a corte de Borgonha começou a centralizar a moda dos trajes, começando a influir-nos demais países. Nesse tempo, as duas peças que os homens usavam para cobrir as pernas e quadris foram unidas em uma só, dando lugar à calça.

3) RENASCIMENTO OU PERÍODO ARTÍSTICO

O renascimento teve origem na Itália e segundo alguns, teve começo entre o século XIII e o XIV. No século XV os trajes tornaram-se estranhos e extravagantes, exíguos, afetuados, perdendo muito da superioridade e da suntuosidade do século anterior. Com o ressurgir das artes adormecidas durante séculos, a modificação do traje também se acentuou.
Ambos os sexos começaram a usar as mesmas peças, que consistiam em camisa, calça, saias muito compridas, cinturão e turbante. A única diferença era ser a indumentária da mulher um pouco mais leve quanto aos tecidos e adornos.
Os povos do Oriente em todas as épocas, foram refratários às inovações dos ocidentais, fazendo sempre pouco caso do seu esnobísmo.
Os homens usavam calçotes ou meias muito justas, não sendo nada recomendáveis à decência do traje. De tão extravagantes, tinham diferentes cores em cada perna. Usavam também rufos, gibões diversos, guarda-corpos, jaquetas, marcotas, ou vestes mouríscas, roupões, cotas, talabartes, mantos, capas, etc...

Calçavam borzeguins, sapatos de ponta aguda e usavam gorros ou bonés muito altos. As vestes eram apertadas, levando o colo descoberto de ombro a ombro. O que eles economizavam nos tecidos, as mulheres gastavam nas caudas e nos toucados.
No século XVI, desapareceram por completo as últimas reminiscências da Idade Média. O renascimento alvoreceu em todo o seu esplendor e a estética do traje sofreu modificações profundas. As formas tomaram-se mais graciosas, os vestidos tomaram-se amplos, com grande ostentação de luxo. A roda das saias muito amplas. As damas usavam toucados exagerados, cobriam o peito com corpinhos bordados a ouro, usando além disso, diversos saiotes, briais, saias, aventais, vestimentas mouriscas, capas com capuchas, talabardos, folhos, etc...
As vestimentas dos homens eram de tendência afeminada, o que muito contrastava com o heroísmo da época. Usavam cabelos compridos e caídos, a garganta descoberta, o peito avolumado, oprimiam os quadris, descobriam as pernas e usavam camisas trabalhadas e bordadas.

Temos a registrar que Catarina de Medicis foi a primeira mulher que usou sapatos de salto alto. A paixão pelas jóias era marcante em ambos os sexos, sendo usados comendas, colares, brincos, anéis, braceletes, pendantifes, etc...
Durante a última década do século XVI e as duas primeiras do século XVII, prevaleceram os trajes espanhóis, que se caracterizavam por formas estreitas e rígidas, pouco cômodas, pois impediam os movimentos dos membros, obrigando o corpo a uma posição pouco natural. Os calções, com sua transformação, muito influíram, na forma do calçado. As botas de montaria, que faziam parte do traje de então, deram lugar aos sapatos de salto alto com laços muito grandes.
Com relação a gola das roupas, a moda exigia que se mantivesse dura, e para isto foi necessário recorrer à armação de arame entre as pregas. Desta moda nasceu o engomado de golas e colarinhos, que chegou a ser uma arte.
O penteado também prendeu a atenção de damas e cavalheiros; os homens começaram a usar cabeleiras postiças, preferindo as cores avermelhadas.
O século XVII, foi a época marcante das rendas, que eram usadas nas golas, nas mangas, nos punhos das espadas, nas botas, nos sapatos, nas meias, etc...
Os homens eram o que faziam mais uso das rendas; o luxo era grande, todavia podemos afirmar que a limpeza deixava muito a desejar.

Com o advento de Luiz XIV ao trono da França é que a uniformidade da indumentária se firmou entre os povos civilizados e desde então se garantiu a "moda universal", fazendo desaparecer entre os povos tidos como "civilizados" a diferenciação do traje,

Todos procuravam usar somente o que estava em moda na corte da França. As nações, sem pressentir, foram se submetendo à moda ditada pelos franceses, desde as classes cultas até as mais humildes.

A moda feminina no fim do século XVII constava de vestidos muito decotados, cheios de rendas, com mangas muito estreitas. A saia, que até então era lisa e aberta na frente, começou a ser recolhida para trás, formando pregas que caíam em comprida cauda.

A moda lançada em Versailles, influía na sociedade parisiense, e esta no resto do mundo tido como civilizado. A França não só ditava a moda, como produzia a maior parte de artigos de luxo; sedas, veludos, rendas, fitas, cintos, fantasias etc..
Desde os fins do século XVII, a França começou a enviar a Londres uma espécie de boneca em tamanho natural vestida com peças de última moda em trajes de gala e diários. Essas bonecas eram conhecidas como "pandora" e durante a guerra da sucessão, os almirantes inimigos davam liberdade de travessia, para que fosse levada a Londres. Mais tarde a "pandora" começou a visitar toda a Europa. A moda dos fins do século XVII, atravessou a primeira década do século XVIII e durou mais de quarenta anos. O traje era composto de três peças visíveis; corpinho e duas saias. O corpinho era bem apertado, ponteagudo, deixando o colo e os antebraços descobertos (mangas %). Para a época, isto foi um escândalo, moralistas e a igreja o combateram em vão, pois nada adiantou.

A moda masculina no século XVIII, passou pela maior de suas transformações. Nos últimos tempos do "Rei-Sol", os homens usavam uma casaca que chegava até os joelhos, adotada de tal maneira a não mostrar a chupa (espécie de colete), usavam calção de pernas curtas, meias altas ajustadas ao calção, e gravatas de finas rendas. Em 1870, os calções eram tão justos que modelavam as coxas, sendo a moda tão exagerada, que os homens não podiam vestir-se sem auxílio de outra pessoa; além disso não podiam se mexer, curvar ou sentar, pois o calção corria o risco de abrir-se. Essa moda foi proibida nos estados pontifícios.

4) TEMPOS MODERNOS

Estendem-se desde o alvorecer da revolução francesa até a guerra de 1914. Em 1871 o estilo popular da moda foi a "chémise à Ia reine", usado por Maria Antonieta. Tratava-se de uma túnica simples de algodão ou seda leve, decote baixo. A saia era ajustada à cintura por uma babado pregueado, suave e amplo.
Da Inglaterra partiu o começo da reação contra os trajes masculinos e femininos prejudiciais a saúde. A “Robe à l'anglaise" compunha-se de peças simples e artísticas. Foram combatidos os saltos altos, e espartilhos, as calças apertadas, etc...

De tudo isto, nasceu a idéia do traje nacional, que foi lançado em alguns países, sem êxito.
Antes da Revolução Francesa, se diferenciavam pela maneira de vestir, o religioso, o militar, o nobre, o plebeu, a dama ilustre, a mulher do artífice, as empregadas domésticas, etc...
Isto deu princípio ao uniforme, que não tinha fim, senão determinar as classes sociais ou corporações.
Após a Revolução, durante a convenção, as mulheres francesas levaram à moda as maiores extravagâncias. Primeiro, com o pretexto de querer as modas antigas, converteram a moda inglesa no chamado traje a grega de vestidos longos. Transformaram a moda em "nu", fazendo desaparecer o espartilho, as saias brancas e a camisa; só levavam uma única peça sobre o corpo, o "chamise", aberta até o joelho.

A roupa masculina começou a sua transformação completa em 1879, quando surgiram as primeiras manifestações da Revolução, que culminou com a queda da Bastilha.
Começou a se operar uma mudança radical, tomando o traje nova feição, as calças compridas, largas ou estreitas, era necessário recorrer aos postiços para esconder todas as imperfeições do corpo. Na Inglaterra, o exagero foi tão grande, que os homens chegaram ao cúmulo de usar bustos inteiros de cera, recorrendo outros ao espartilho.

A forma definida do traje masculino (perto do traje que hoje conhecemos) deu-se no ano de 1813, quando se adotou definitivamente como traje masculino; calça comprida, larga ou estreita, colete, fraque ou casaca.
A calça comprida foi muito mal recebida sendo taxada de imoral em diversas cidades.
Na primeira década do século XIX, muitos países tentaram introduzir o traje típico ou antigo de seu povo, mais isto foi uma tentativa vã, pois não foi possível voltar atrás. Homens e mulheres não se convenceram e usavam sempre as mesmas modas ditadas por Londres e Paris.

Em 1822, foi instalada a primeira fábrica de espartilhos em Bar-le-Duc. Em 1865, implantou-se o traje "estilo princesa" que era composto de uma única peça, formando saia e corpo. Em 1868, as saias se ajustaram aos quadris e caíram em pregas até o chão, recuperando assim, certa normalidade; mais tarde, tomaram a tendência para se estreitarem. Em 1878 o exagero era tão grande, que as mulheres para poderem andar, amarravam um joelho no outro, em caso contrário, a saia se rasgava ou se abria. Esta moda chegou a maior imoralidade. No decorrer de vinte anos, a moda chegou aos extremos. Das saias amplas e exageradas, passou as estreitas exageradas.

No fim do século XIX e princípio do século XX, até 1906 mais ou menos, apesar de aparecer o traje reforma, a moda à guisa da despedida do Fausto dos tempos passados, chegou ao tal exagero, que o luxo não tinha procedentes. Isto acarretou certos dissabores à boa reputação da mulher.

No ano de 1909, o traje era curto e apertado, sendo apelidado de "trotter" (leia trôtu, ou seja a mulher que usava tal traje estaria ligada no pensamento das pessoas honestas, a prostituição). O primeiro foi confeccionado por "Drecoll". Esta moda era muito exagerada, só permitindo a mulher mover-se mal e mal. Em 1910 o exagero foi tal, que a mulher não podia quase andar, O traje de passeio chegava até o solo. A saia era tão estreita, que foi necessário imitar o homem para vesti-Ias, primeiro enfiando uma perna depois a outra. Deste exagero, nasceu a idéia da saia-calção, que apareceu no ano de 1911, com grande escândalo para a época, de tal maneira foi ridicularizada, que nunca mais ninguém se atreveu a lançá-la em moda.

As primeiras mulheres que se atreveram a aparecer em público com tal traje, passaram por vexames pesados. Esta moda, conseqüência do exagero da saia apertada, que tolhia a mulher de se locomover livremente, desapareceu logo, só reaparecendo muitos anos depois, já em nosso dias, com os chamados trajes esportivos ou democráticos, se bem que muito diferentes dos daquela época.

Por volta de 1912 e 1914, a blusa, muito em moda era leve e transparente, o colarinho, que até então chegava às orelhas desapareceu completamente. A moda em 1914, dava a impressão de não vestir a mulher, mas de deixa-Ia nua. Os tecidos eram muito leves e os vestidos eram usados sobre pouca ou nenhuma roupa interior. Foi tal o exagero, que grandes foram os protestos levantados em todo o mundo contra tal imoralidade. Em "Ilinois", nos Estados Unidos, chegou-se a decretar uma lei para preservar a moralidade feminina. Esse decreto era composto de itens, que deram ensejo ao começo do traje americano, ou seja, a reforma do traje.

Na Europa, desde a última década do século XIX, já se falava nisto, desde quando a mulher começou a usar paletó e fraque de homem.
Se fizermos um retrospecto sobre o traje masculino desde 1840 até nossos dias, notaremos variações muito pequenas.
Ora mais claro ou mais estreito, mais fechado ou mais aberto. Vem se conservando e acompanhando "as linhas de modernização". A calça pouco variou, sendo ora estreita, ora larga. As vezes justa, mais curta ou comprida, de corte inglês, americano ou francês, com boca de sino ou normal, é como vem sendo usada com alternativas.

Na última década do século XIX até 1914, não era permitido ao homem se apresentar em determinada reunião sem estar devidamente vestido.
No período de 1890-1900 as mulheres continuavam sob a influência do período Vitoriano, mas na América começavam as reivindicações femininas; as mulheres praticavam os esportes até então exclusivos ao homem, como andar de bicicleta; com isto generalizou-se a moda da saia e blusa.  As pernas começaram a aparecer porque as saias se distanciavam do solo. As anáguas reduziram-se a uma única peça a "combinação".

5) PERÍODO CONTEMPORÂNEO

Seguindo a divisão de épocas apresentadas neste capítulo, o período contemporâneo começa em 1914, prolongando-se até os nossos dias.
Entre 1920 a 1925, o que mais deixou lembrança foi a guerra sistemática de pais, maridos, noivos e etc.

Ao cabelo cortado das mulheres, que apareceu no fim do ano de 1922 mais ou menos. Nesse tempo, as modas esportivas americanas começaram a transformar homens e mulheres. Era a completa democratização (vontade do povo).
Em 1927, os trajes eram curtos ao exagero. Como tinha acontecido nos primeiros anos do século, a mulher parecia querer eliminar toda a roupa. Só eram usados vestidos de tule, de gaze, de rendas e etc..
No começo de 1930 a mulher começou a eliminar tudo o que lhe tirasse a liberdade de movimentos. A moda continuava a ser ditada por Paris, mas o cinema americano começava a disputar o que então tinha sido um privilégio da França, desde 1630, quando a moda se tornou universal.
De 1870 a 1940 a moda continuou a ser ditada por Paris, embora outros tentassem usurpar-lhe o direito.

Com a Guerra de 1939, os Estados Unidos tentaram quebrar a prepotência da França, mas foi em vão; só quando começaram os primeiros rumores de guerra é que, valendo-se dos seus recursos inesgotáveis, principalmente do cinema e jornais, eles conseguiram firmar a moda americana, para isto influiu a sua simplicidade, comodidade, elegância e fácil aquisição. A moda também tem suas raízes na psicologia social. Origina-se na classe dominante da sociedade, mas deve penetrar camada por camada. O mesmo modelo deve estar ao alcance de todos, e é nisto, que está o sucesso da moda ditada por New York, onde é fácil de encontrar modelos que se acomodem a todos os gostos. A América do Norte com seus métodos de propaganda, tomou a vanguarda do mercado de criação de modelos e quase monopolizou a costura.

Todos os países, inclusive o nosso, adotaram em grande parte, não só a uniformização imposta pela industrialização, que confecciona centenas de trajes em um só modelo, como as modas democráticas americanas, fator principal de toda esta evolução. A própria Europa que sempre fez guerra sistemática à democratização do traje, adotou sem reservas.
Atualmente há uma verdadeira corrida de moda disputada entre Paris, Londres e América do Norte. Cada qual procura disputar o "centro da moda".
NOTA: O assunto "Histórico do Traje", foi tirado do livro "Artes e Ofícios Femininos" ¬Tecnologia de Maria Vitorina de Freitas, 28. Edição melhorada e ampliada, de 25/0111954 - São Paulo; do qual resumi "Histórico do Traje", usando palavras próprias da autora, páginas 237 (capítulo XI), até 278, sendo que algumas frases entre parênteses são de minha autoria, pois julguei serem necessárias.

Na apostila "Qual é o vestuário do CRIADOR?", foram empregadas as Bíblias: Edição Revista e Corrigida 798. Impressão de 1994 - Imprensa Bíblica Brasileira - João Ferreira de Almeida; e a Bíblia de Jerusalém - Edições Paulinas - São Paulo, Brasil, Nova Edição, revista - 58. Impressão - 1991.

 QUE O ALTÍSSIMO NOS ABENÇOE.